O futuro da Aprendizagem Humana

 



Como será daqui a 20 anos, sabendo que há 20 anos atrás nem se suspeitava sobre como seria a aprendizagem 20 anos depois, agora, portanto!


Há 20 anos atrás eu já tinha terminado a minha licenciatura em Psicologia e aprendia todos os dias com a experiência, aprendia decidindo a que conteúdos me queria expor, ou sendo apanhada, sem querer, por conteúdos que surgiam sem pedirem licença, mas que recebiam a minha autorização para entrarem e serem assimilados.  

Aprendia decidindo que atividades fazer e como fazer (na prática, com a experiência). 

Aprender assim, com autonomia e livre arbítrio é a forma mais eficaz de de aprender. A ineficácia da aprendizagem acontece quando o aprendiz não está disponível e não quer aprender. E esta resistência surge do conflito entre a vontade do aprendiz e a vontade das instituições (país, escolas, família) onde se insere. E por isso o desafio diário das instituições sobre os temas:

  1. O que é mais pertinente ensinarmos?
  2. Como vamos transferir este conhecimento?
  3. Como vamos avaliar o sucesso da ação?

E com o intuito de ensinarmos e empurrarmos para mais longe (no grau de conhecimento) os aprendizes, mais ou menos disponíveis para aprenderem, inseridos numa instituição, multiplicamo-nos em estudos, teorias, modelos, exponenciamos conteúdos e formas de transmissão de conteúdos, questionamos, medimos e aferimos de novo num processo contínuo de melhoramento do processo de aprendizagem.

E o que conseguem os seres humanos envolvidos com estes assuntos do futuro da aprendizagem humana? Se conseguirem retirar prazer por terem satisfeito uma das suas necessidades superiores de acordo com a imagem da pirâmide de Maslow:

image.png

  já será muito satisfatório, Se conseguirem que outros seres humanos sintam prazer a aprender completam o ciclo e a aprendizagem humana acontece de forma sólida e prazerosa... 

Na minha humilde opinião, creio que a aprendizagem humana no futuro será mais eficiente porque mais prazerosa. 

Contudo, recordo aqui uma frase que me é familiar "Não aprende no amor aprende na dor!" De facto ambas as emoções o prazer do amor e o desconforto da dor são altamente eficazes para a aprendizagem. No amor e na dor construímos aprendizagens sólidas que nos marcam para a vida. E o que fazemos com essas aprendizagens?

Evoluímos. 

O futuro da aprendizagem humana será diferente do passado? Na forma como a aprendizagem ocorre dentro de cada um de nós julgo que não, no conteúdo e nos veículos dos conteúdos mudará sim, mas no sentido de se aprender com mais prazer. 

É esta a minha perspetiva, fundamentada numa vasta bibliografia que venho colecionando desde que adquiri esta forma humana.

Humildemente, ao vosso alcance.

Susana Luís

Comentários

Mensagens populares