O Fenómeno da Cibercultura por Pierre Lévy

Pierre Lévy, filósofo e sociólogo francês nascido em 1956, com 69 anos de idade, tem como foco da sua jornada a inteligência coletiva, pesquisando sobretudo na área da cibernética. Ainda hoje se dedica ao estudo do impacto da internet na sociedade. Apresentou a sua noção de CIBERCULTURA no livro que escreveu em 1997 com título homologo. Segundo Lévy cibercultura é um conjunto de técnicas materiais e intelectuais, um conjunto de práticas, atitudes, modos de pensamento e valores que se desenvolvem com o crescimento do ciberespaço. Cibercultura é um fluxo ininterrupto de ideias, ações e representações entre pessoas ligadas informaticamente pela internet.

Este conjunto de técnicas materiais influencia os movimentos sociais e culturais e promove uma nova relação dos ser humano com o conhecimento.

Lévy compara a imersão no ciberespaço como um coletivo de pessoas no mesmo banho, no mesmo dilúvio de comunicação. Sendo impossível neste dilúvio existir uma definição semântica ou uma totalização, ou seja chegar-se a um corolário. Não se trata de anarquia ou desordem, no entanto, quanto mais universal é este contexto menos mensurável se torna - tendemos para um infinito de tudo, soluções, pensamentos, definições.

Trata-se de um movimento que se iniciou não por grandes lideres mas sim por um coletivo de anónimos que alimentam a multiplicidade e que nos conduzem para a Inteligência Global. As pessoas unem-se a partir dos seus centros de interesse. Quanto mais o Ciber-espaço se amplia mais se torna Universal e menos mensurável. Sendo assim torna-se impossível fixar o significado humano de uma galáxia em transformação contínua.

As implicações culturais e sociais do digital aprofundam-se e diferenciam-se a cada nova interface.

Com a cibercultura surgem novas formas artísticas, novas formas de organizar e gerir o espaço das localidades onde moramos e a forma como convivemos com as pessoas que partilham o ciber espaço connosco.

E estes são três exemplos significativos que concretizam a noção de cibercultura de Lévy.

As novas formas artísticas, designamente as visitas virtuais aos museus, as novas formas de expor e partilhar arte, seja ela qual for, música, teatro, pintura e escultura, todas as formas de arte.  
 

A forma como se organiza e se mapea o espaço físico através das aplicações associadas ao Sistema de Georeferenciação Global, a forma como se viaja planeando e investigando previamente o circuito de uma viagem, a forma como se identenficam locais, a forma como consumimos comprando online. 

A forma como convivemos uns com os outros, a forma como nos apresentamos e como alimentamos as nossas emoções através do uso das redes sociais.

São mais do que três exemplos poderosos que concretizam a noção de cibercultura de Lévy.


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